Os dias passam lentos, os dias passam lentos
Cada dia eu levo um tiro que sai pela colatra
Eu não sou ministro, eu não sou magnata, eu sou do povo
Eu sou um “Zé ninguém”
Aqui embaixo as leis são diferentes. (Biquine Cavadão)
Tanta coisa acontece, e eu aqui assistindo a vida passar. E sempre enfiando os pés pelas mãos, apostando em coisas que não me trarão retorno ou confiando em pessoas erradas. E mais uma vez dou com a cara na porta, literalmente.
Foi tanta angústia que pensei que teria um enfarto. Perdi o chão, faltou o ar, milhões de perguntas me passaram pela cabeça atordoando-me. E hoje já estou conformada. Aceito a idéia de que nada é fácil pra mim, ou pra nós dois. E novamente teremos que enfrentar dificuldades e vencer obstáculos. E mais uma vez farei-me forte com tua força, teu apoio.
Mudaremos de casa, de cidade, pra mais perto da minha querida mãezinha, perto do trabalho, perto de onde as coisas realmente podem acontecer. Deixando pra trás um pouco do sofrimento passado, mas guardando o gostinho das batalhas vencidas.
Sei que meu caminho é longo e ainda tenho muito a aprender. E hoje dei um grande passo rumo a isso. Raciocinando, coloquei-me em meu lugar e um ponto final em coisas que insistiam em atormentar-me. Pretendo não mais ocupar minha mente com pensamentos vãos que não acrescentarão nada a minha pessoa.
Não sei se eu que sofro mais com as coisas, ou se são elas que sempre são mais complicadas pra mim. Sei que ontem meu dia foi terrível! Tantas coisas aconteceram, nem arrumei tempo pra estudar pra uma prova.
Estou muito deprimida por ficar em casa o tempo todo. Tenho sentido-me abandonada, esquecida, largada. Exceto por alguns poucos amigos que me procuram pra um bate-papo virtual, a grande maioria se esquece de mim, e só me dá atenção se eu os procurar e insistir.
Não estou triste preocupada com privações. Por isso já passei em uma parte da minha infância, a falta de dinheiro em si, ficar sem algumas coisas boas às quais estava acostuma, não é isso que me deprime. O que me entristece e que talvez não seja capaz de continuar fazendo meu curso, e necessite trancá-lo.
Não digo que estou desestimulada, mas sem perspectiva. Por vezes me pego em lembranças, procurando um porquê para ter sido demitida. Acho tão pequeno e mesquinho o motivo real. E me policio pra evitar que tudo volte a minha mente, pois só me faz mal.
Até tenho muitas coisas a fazer, mas atividades domésticas não tem me atraído ultimamente. Sinto falta de contato com pessoas, de sentir-me útil e necessária, de saber-me excelente em meu trabalho.
Penso em remodelar esse cantinho, aproveitar os conhecimentos adquiridos e exercitá-los. Talvez realmente o faça. Quem por aqui sempre passa, verá!
Eu preciso aprender a lidar com meus sentimentos, a aceitar algumas de minhas limitações, a compreender algumas mudanças - algumas voltas da vida.
Acima de tudo, preciso ter paciência, sei disso.
Infelizmente não sou assim, sou tempestiva, anseio demais pelo amanhã, por saber que os planos traçados estão encaminhados, por ver que darei conta de cumprir minhas metas.
E o que me deprime hoje é que não vejo perspectiva. Me sinto inútil (apesar de saber não o ser), sozinha, desamparada.
Passo os dias a remoer antigas lembranças, procurando justificativas para fatos ocorridos, atitudes tomadas, ações e reações. Minha mente vaga entre lembranças, saudades, anseios e perguntas de como será daqui pra frente, ou até quando...
Fico sozinha com meus pensamentos, o que não tem me ajudado muito.
Ontem encontrei uma amiga, querida, conversamos muito, matamos a saudade acumulada de meses sem se ver e falar direito. Por instantes consegui me esquecer dos problemas...
Branquela baixinha, agora loira. Casadíssima! Sagitariana impaciente, sincera ao extremo! Chocólotra controlada,
apaixonada por massas e sorvete, com extrema aversão a côco.
