Não Cris, eu não abandonei ninguém. É que ando chegando pregada em casa. Mas também estou com muitas saudades de todos. Pretendo visitá-los.
Bem, vamos aos fatos.
Sim, eu estou trabalhando. Finalmente de volta a ativa. Salário menor do que esperava, ou queria, trabalho de segunda a sábado. Vou demorar um pouco a me acostumar, ou conformar, com o fato de não ter mais os sábados livres. E infelizmente não poderei voltar à faculdade, o salário não dá pra tanto. Mas sei que esse é um recomeço, e não pretendo me acomodar.
Pensei muito, e apesar de ter “n” motivos pra não ter concurso público como um de meus objetivos, acho que está na hora de cair na real. Então pretendo fazer um cursinho, e tentar concursos como qualquer outro bom brasiliense, e muitos brasileiros o fazem.
Primeiro preciso mesmo é acertar minhas contas, depois sim começar com os planos.
A dieta? Bom, agora não ando me preocupando com isso, mas também não estou comendo horrores. Pretendo passar na farmácia no sábado e me pesar, depois e coloco aqui pra saberem como andam as coisas.
Semana corrida! Uffa! Domingo passado comprei o jornal, peguei os classificados, li, reli, marquei as oportunidades de emprego que achei interessantes. Segunda-feira cedo eu saí à luta. Além de entregar currículos nos lugares mencionados nos anúncios saí perguntando, por onde passava, se não estavam recebendo. Minha empolgação se esvaiu pelo caminho, cheguei em casa pregada, desanimada, desestimulada! Esse não é um comportamento adequado, porém foi inevitável! Passei o resto do dia trancada, recolhida aos meus pensamentos, descontando minhas frustrações na comida.
Terça-feira levantei cedo, fui caminhar. Foi ótimo, e por incrível que pareça não pensei em nada durante o percurso, minha mente estava completamente vazia, felizmente. Pela tarde me ligam marcando uma entrevista de um dos lugares onde deixei currículo.
Quarta-feira, lá vou pra entrevista, animada, esperançosa. Um lugar legal, uma entrevistadora muito simpática e gentil, que me deixou muito à vontade. Mas a vaga não era pra ser minha, e na verdade eu que não aceitei a oferta.
Quinta-feira pela manhã me ligam de outro local, marcando uma entrevista pras 16h. Correria, preciso me arrumar pra chegar no horário. Então sou recebida por uma psicóloga, muito amável. Confesso que a achei despreparada, porém me senti confiante. Ao final ela me dá uma carta de recomendação com um endereço e o telefone de uma pessoa a quem procurar. Devo ligar e marcar a entrevista, se passo pelo crivo dessa pessoa estou contratada.
Sexta-feira, ligo logo cedo para a pessoa mencionada na carta, marcamos uma entrevista pras 14:30h. Chego ao local meio esbaforida, tive que andar um pouco pois errei a parada do ônibus. Sou recebida pela proprietária. A entrevista é leve, ela é uma pessoa bem agradável. Quando a vi me pareceu alguém bem criteriosa, achei que fosse ranzinza, agora sei que é realmente criteriosa, mas não ranzinza, rsss. Conversamos sobre minhas experiências, focando no que atenderia ao cargo vago em sua empresa. Ficamos mais de uma hora conversando. Nem vi o tempo passar, me senti totalmente à vontade. E ao final, fui convidada a trabalhar com eles. Amanhã já começo o treinamento em uma das filiais, mas eu trabalharei no escritório principal. Estou feliz, saí de lá radiante! Com vontade de gritar pro mundo que eu finalmente conseguira um emprego.
Então, vou dormir, amanhã é dia de levantar cedo e ir à luta!
Branquela baixinha, agora loira. Casadíssima! Sagitariana impaciente, sincera ao extremo! Chocólotra controlada,
apaixonada por massas e sorvete, com extrema aversão a côco.
