Cá estou em Planaltina, na minha casa, que eu e fofucho construímos, mas que agora não é mais minha casa, pois meus sogros moram aqui. E o pc da cunhadinha fica exatamente no mesmo lugar que ficava o meu, à época. Engraçado como entro na casa e sinto saudade dos meus móveis em seus cômodos, saudades do meu banheiro(cuja reforma foi uma novela), do espaço imenso do quintal onde brincava com os cachorros. É estranho olhar tudo igual e ao mesmo tempo tão diferente. Agora tem uma horta bem no lugar onde eu sonhava construir uma sala de lazer, com churrasqueira, banheiro, mesa de bilhar, etc. Os canis não tem mais a mesma cara, hoje tem apenas um residente que nem gosta de ficar lá. E meu imenso quarto... quanto tempo! E viemos pra cá, passar o final de semana com os sogros e aproveitar pra levar a cunhadinha num baile de debutante da amiga. E aí começa meu drama. Quando conheci o fofucho, a cunhadinha tinha apenas um ano. Linda, fofinha com aquelas covinhas na bochecha, sempre sorrindo. Gostou de mim nem sei porquê, jeitosa com criança como sou. E sempre que saíamos na rua com ela, pensavam que era nossa filha, e eu odiava a idéia. Não por ela, claro, que amei desde o primeiro encontro, mas por me imaginarem mãe, rsss (é, foi desde sempre!). E por vezes ela me chamava de mamãe(comédia!! pense na cara da sogra...). E eu me divertia carregando ela pro shopping, pra lanchonete, pra ficar uns dias em casa conosco. E o tempo foi passando, a minha menininha crescendo. E agora ela tem namoradinho, e eu irei conhecê-lo amanhã, na festa. Como é estranho. Agora entendo porque pra pros pais a gente é sempre criança. É estranho pensar que a menina que nasceu quando eu estava com 15anos fará 15 no ano que vem. A vi crescer, mas ela sempre foi aquela menininha querida, do sorriso furadinho, e agora tá namorando. E eu farei 30?!? Realmente o tempo passa, e nem sempre conseguimos assimilar tudo que está acontecendo ao nosso redor. Estamos tão ocupados com o cotidiano, com a correria do dia-a-dia que parecemos entorpecidos pras coisas que acontecem ao nosso redor. E quando acordamos tudo está diferente, as pessoas mudaram, e as crianças de ontem já não nos vêem com os mesmos olhos. Acho que estou com receio de envelhecer, ou de parecer velha. Não fisicamente, isso não me incomoda. Mas não quero ser alguém antiquado. E isso me incomoda na atual situação. Sempre me imaginei como exemplo pra cunhadinha. Não por achar que deve seguir meus passos, mas ... sei lá... Agora ela tem o mundo dela, vive independente, tem suas próprias opiniões, tira suas próprias conclusões. E ao mesmo tempo isso me deixa orgulhosa, por ver a pessoa que ela está se tornando. Alguém com caráter, personalidade forte, capaz e determinada, com os pés no chão, centrada, mesmo apesar da pouca idade ainda. E ontem eu a ajudei a criar um blog...
Well, Há uns 20 dias marido e eu estamos de dieta. Comendo muita verdura, legumes, frutas, carne magra, proteína de soja, em suma: coisas light. Finalmente um quilo foi eliminado. Só que sexta-feira tenho uma festa pra ir, estou sem verba pra um novo vestido e preciso emagrecer mais uns 2kg pra caber no que tenho. Será que dá??
Nada a ver com o assunto acima, mas achei tão criativo...
Aff, quanto tempo!! Eu longe daqui, um rebuliço em minha vida, engordando... Essa vida mais caseira que tenho agora me deixa ansiosa. Realmente não sou o tipo de mulher que nasceu pra cuidar do lar. Gosto de sair, ver gente, andar, ter que aguentar um chefe me torrando os pacovás, colegas de trabalho invejosos(as), engarrafamento (de vez em quando), ônibus lotado (nem sempre), desafios, mudanças, novidades. E anda tudo numa mesmice infinda. Sinto falta até da minha chefe mal amada com suas neuras, mandando coisas sem nexo, exigindo coisas sem sentido. Bata na boca! [ou melhor, nos dedos] Sem exageros, porque saudades da bruxa Keka é demais até pra minha carência de atividade. Ah, tipo, está tudo muito bom e nada está prestando. Daí fico em casa olhando a geladeira, comendo besteira e engordando. Castigo, só pode! Justo eu que não suporto rotina. Como é duro ser sagitariana nessas horas. Daí começo a pensar que "os 30" estão chegando. Começo a olhar pro que fiz da minha vida até agora, pro que estou fazendo pra mudar o que está feito. E me deprimo por me sentir acomodada, apesar de saber que isso não é verdade. Tenho corrido, muito, buscado, tentado, mas confesso que não o tenho feito com tanto afinco, com entusiasmo, com insistência. Falta-me a perseverança. Com "os 30" tomo jeito... Será??
Branquela baixinha, agora loira. Casadíssima! Sagitariana impaciente, sincera ao extremo! Chocólotra controlada,
apaixonada por massas e sorvete, com extrema aversão a côco.